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Café com Ademar
Texto nº 86 · O tempo · 23 mai 2020

CHORAR E SORRIR

Por Ademar · 1 min de leitura

Nesse período de ficar em casa, ando vendo alguns filmes, melhor dizendo, revendo alguns filmes, dentre eles, Central do Brasil com a queridíssima Fernanda Montenegro. É claro que, quando os filmes são lançados, somos um pouco influenciados pela propaganda, o que nos direciona a atenção para o que mais se divulga. Por exemplo, quando o vi, emocionalmente, me juntei aos personagens que procuravam a “ESCREVEDORA DE CARTAS” para mandar notícias aos parentes distantes, com características de nós nordestinos.

Agora, com as células do corpo mais amadurecidas; o currículo dos olhos e da mente um pouco mais extenso, pela vivência e experiência, foram outras, as cenas que me atraíram. Depois de longa peregrinação, por estradas de terra, em pequenas cidades do interior, procurando o pai do menino, por quem tinha se responsabilizado, finalmente, deixa o “moleque” com os irmãos (não encontrou o pai). Ao retornar para sua terra natal, a professora, “escrevedora de cartas” chora e sorri ao mesmo tempo.

Só os grandessíssimos atores fazem isso. Não quero falar da atriz, apenas da cena. Eram os olhos cheios de lágrimas e um lindo sorriso. Talvez o choro pela saudade do “moleque”, mas o sorriso de felicidade pela missão cumprida, ao deixar seu protegido em segurança. Foi aqui, que dessa vez, a cena me pegou. A felicidade talvez passe por se fazer o necessário a quem mais precisa. Sentir-se útil. Em ações assim, penso que todas as células do corpo batem palmas. Talvez a ciência diga que todas produzem mais energia. VIVA A VIDA. SEJA FELIZ.

Escrito em 23 de maio de 2020, no Facebook.

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